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Android para Iniciantes (Parte 1)

  • Blog
  • 26 de Julho de 2016
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Em desenvolvimento de software, o começo pode ser a etapa mais importante. É nela em que o desenvolvedor obtém a base para que todo o fluxo de conhecimento adquirido ao longo do tempo se torne mais fluido. Para um desenvolvedor que já trabalha com Android ou que quer começar por conta própria, alguns conceitos básicos podem passar despercebidos e, muitas vezes, a ausência destes conceitos fazem com que o desenvolvedor gaste mais tempo em uma tarefa, o que diminui sua produtividade.

Nesta série, a ideia é mostrar somente o primeiro passo em direção a um mundo de possibilidades e novos conceitos que (não se preocupe!) serão adquiridos com o aumento das experiências com o Android e com o tempo que você investir neste aprendizado.

Sempre bom lembrar que a documentação oficial está disponível para quaisquer dúvidas e, sim, é uma boa fonte de dados para que os desenvolvedores consigam realizar consultas e entender melhor o funcionamento da plataforma. A documentação de Android, especificamente, é constantemente adaptada e atualizada pelo time do Google e abrange tópicos muito importantes como Desenvolvimento, Design e Distribuição, por exemplo. Mas vamos começar com o que é indispensável.

O que é o SDK?

O Android Software Development Kit é um conjunto de utilitários necessário para gerenciar todo o ciclo de vida de um projeto, desde a compilação, geração de bytecodes Android e empacotamento até os extras, emulador de dispositivos, etc. É um conjunto de ferramentas de desenvolvimento que permite a criação de aplicativos para um certo pacote de software e que um desenvolvedor possa manter projetos Android independentes da IDE.

Apesar de o SDK prover o essencial para construir uma app Android, ele não é tão produtivo, pois todas as tarefas são realizadas por utilitários de linhas de comando com scripts. Então, o que fazer para aumentar a produtividade? Na verdade, já foi feito.

O Google desenvolveu duas ferramentas que possuem integração com os componentes do SDK e os editores gráficos que facilitam o desenvolvimento. São “as” Integrated Development Environment (IDEs). A primeira abordagem desenvolvida pelo Google foi a Android Developer Tools, ou ADT, que era baseada no Eclipse. Posteriormente, surgiu o Android Studio, que é baseado na Intelli J IDEA e atualmente é a IDE oficial da plataforma.

O Android Studio teve um ano como Preview e outro como Beta. Este foi o tempo dos engenheiros da Google para corrigir bugs e evoluir a IDE de acordo com feedbacks da comunidade de desenvolvedores. E o trabalho, obviamente, continua. A ferramenta também foi estendida para o desenvolvimento para vários dispositivos, incluindo Android Wear, Android TV e Android Auto. Com esta mudança, era necessária uma forma de construir builds customizados e suporte à geração de múltiplos Android PacKages (APKs) ou Android ARchives (AARs), algo bem complicado anteriormente com o ADT e o Apache Ant. É neste ponto que entra o Gradle.

O que é o Gradle?

O Gradle é um sistema avançado de automatização de builds que une o melhor da flexibilidade do Ant com o gerenciamento de dependências e as convenções do Maven. Seus arquivos descritores de build são scripts escritos na linguagem Groovy, ao contrário dos formatos de construção do Ant e Maven que usam arquivos XML para a configuração.

Por serem baseados em scripts, os arquivos do Gradle permitem que você realize tarefas de programação em seus arquivos de configuração. Ele ainda conta com um sistema de plugins que adiciona funcionalidades extras ao seu core. O Google implementou um plugin para o Android que transforma o projeto da IDE em APKs e AARs utilizando os vários utilitários da SDK. Viu como tudo está relacionado?

Já está familiarizado com os termos e ferramentas? Amanhã eu volto para mostrar como configurar o ambiente. Se ficou alguma dúvida, não deixe de perguntar nos comentários. Até amanhã!